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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Discurso indireto

“No discurso indireto, consoante afirmam Amaral et al (2000) e Ferreira ([2001?]), o narrador incorpora a fala da personagem a seu próprio discurso. Ele pode atribuir essa fala claramente à personagem em orações subordinadas a um verbo dicendi e introduzidas ‘pelo transpositor que, pela dubita­tiva se e pelos pronomes e advérbios de natureza pronominal quem, qual, onde, como, por que, quando, etc.’ (BECHARA, 2001), ou reproduzi-la em orações independentes [...].”

(QUEIROZ, Roberto de. Discurso indireto [excerto]. In: ______. Leitura e escrita na escola: ensino e aprendizagem. Rio de Janeiro: Multifoco, 2016, p. 69)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Discurso direto


“No discurso direto, conforme salientam Amaral et al (2000) e Bechara (2001), o narrador reproduz tanto sua própria fala quanto a fala da personagem. Ele geralmente introduz a fala da personagem com o auxílio dos chamados verbos dicendi (dizer, perguntar, responder, exclamar, etc.), acompanhados de dois-pontos, de travessão ou de aspas [...].”

(QUEIROZ, Roberto de. Discurso direto [excerto]. In: ______. Leitura e escrita na escola: ensino e aprendizagem. Rio de Janeiro: Multifoco, 2016, p. 67)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

O discurso na narrativa de ficção


“Discurso é uma peça oratória proferida a alguém ‘ou escrita como se tivesse de o ser’ (FERREIRA, [2001?]). Na narrativa de ficção, de acordo com Amaral et al (2000), a personagem é descrita tanto pelas características físicas e psicológicas, pelo que faz e pelo modo que faz, quanto pelo que discursa e pelo modo que discursa. O discurso (ou fala) da personagem é sempre reproduzido por um narrador e apresenta-se, basicamente, de três modos: direto, indireto e indireto livre.”

(QUEIROZ, Roberto de. O discurso no texto narrativo ficcional escrito [excerto]. In: ______. Leitura e escrita na escola: ensino e aprendizagem. Rio de Janeiro: Multifoco, 2016, p. 67)


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

As funções básicas da linguagem humana

“Os textos, orais ou escritos, buscam sempre um efeito so­bre o leitor (informá-lo, dar-lhe ordem ou conselho, conven­cê-lo, provocar-lhe emoção e/ou proporcionar-lhe prazer). E, dependendo do objetivo que o autor deseja atingir com seu texto, vai predominar nesse uma determinada função da linguagem.”

(QUEIROZ, Roberto de. As funções básicas da linguagem humana e seu papel na leitura, compreensão, interpretação e produção de textos [excerto]. In: ______. Leitura e escrita na escola: ensino e aprendizagem. Rio de Janeiro: Multifoco, 2016, p. 59)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Os elementos básicos da comunicação humana

“A comunicação [...] é um processo de envio e recepção de mensagens [...] por meios diferentes. Ela é uma necessidade vital dos seres humanos, tão importante quanto as demais, e a base de todas as formas de organização social entre os indivíduos.”

(QUEIROZ, Roberto de. Os elementos básicos da comunicação humana e seu papel na leitura, compreensão, interpretação e produção de textos [excerto]. In: ______. Leitura e escrita na escola: ensino e aprendizagem. Rio de Janeiro: Multifoco, 2016, p. 55)

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Os labirintos da elaboração da escrita

Glauco Ortolano, Ph.D.*

“Leitura e escrita na escola: ensino e aprendizagem” (editora Multifoco, 2016) de Roberto de Queiroz navega pelos labirintos da elaboração da escrita fazendo da leitura seu instrumento pedagógico inseparável, e intermediado pelo facilitador.

Sua obra oferece sugestões de como tornar as duas relíquias, leitura e escrita, mais intimamente ligadas entre si de forma a torná-las ainda mais interativas e produtivas.  Cada capítulo aborda temas relacionados com o processo de recepção e produção de textos que se alinham desde temas teóricos até os mais especificamente ligados a atividades interativas entre a leitura e a escrita.

A obra serve como ponto de reflexão para educadores que tenham por meta buscar um entendimento maior sobre o elo que existe entre a leitura e a escrita. A obra seria ainda mais completa caso oferecesse um número ainda maior de exercícios práticos a serem utilizados na sala de aula pelo professor de ensino médio.

* Glauco Ortolano é escritor, tradutor, professor de inglês, português e comunicação social na University of Jamestown na Dakota do Norte; membro fundador da Asociación Iberoamericana de Escritores e da União Brasileira de Escritores, seção de Nova Iorque (UBENY)

sábado, 26 de novembro de 2016

O paralelismo entre leitura e escrita

Décio Adams*

Acabo de ler o livro “Leitura e escrita na escola: ensino e aprendizagem” (editora Multifoco, 2016), de autoria do amigo professor e escritor Roberto de Queiroz, que mora no estado de Pernambuco, mais precisamente em Camela – Ipojuca. Fiquei encantado com seu trabalho, uma vez que é coisa rara vermos um professor dedicar tempo e esforço na elaboração de um texto preocupado em destacar a importância da leitura, desenvolvida em paralelo com a escrita.

Sinto-me levado de regresso aos anos 50/60, quando começava minha vida escolar e consequentemente iniciava as atividades de leitura e escrita.  Embora tenha obtido minha formação superior na área de matemática, onde desenvolvi minha atividade profissional, posso afirmar que um aprendizado correto de leitura e escrita foram fundamentais em toda minha vida. Fui agraciado com um professor de grande capacidade e domínio dessa arte, quando cursava a segunda série do ginásio, o que me encaminhou de modo firme e seguro nessa área.

Em muitas ocasiões, a leitura e a escrita me serviram de modo excelente no desenvolvimento das atividades do dia a dia. Embora nunca tivesse tido à disposição uma obra como a presente, tive a liberdade de escolher o que queria ler e assim “viajei” por quase todo o mundo literário mundial. Evidente que é impossível abranger todos os autores ou mesmo gêneros literários. Creio que, se tivesse a orientação de uma obra como a de Roberto de Queiroz, também teria conseguido encaminhar de modo adequado minhas atividades de leitura e escrita.

O que é preciso salientar é a ênfase necessária ao encaminhamento paralelo das duas atividades. Ler e escrever precisam caminhar juntas. O ato de ler é primordial no aprendizado de todas as disciplinas que enfrentamos, seja qual for a especialidade que decidamos enfrentar em nossa vida. Sem saber ler e compreender o que lemos, não conseguimos caminhar para frente, seja aonde formos. Não é de admirar que tenhamos tantos denominados “analfabetos funcionais” em nossos contingentes de trabalho. Não basta saber decifrar as letras, é preciso compreender o significado que elas têm colocadas em conjunto, na formação de frases, parágrafos e textos, sejam eles longos ou curtos.

Lembro-me das minhas aulas e provas de matemática ou física, onde fazia a correção dos erros mais sérios de escrita, ouvindo dos alunos a reclamação: “Mas, professor, não é aula de português.” Eu sempre lhes respondia que a língua portuguesa eles precisariam saber usar de modo correto em qualquer circunstância, pouco importando a área de atuação de sua atividade. Disso estou cada vez mais convicto.

Ao amigo Roberto de Queiroz, parabéns pela sua obra. É sucinta, mas muito bem elaborada. Oxalá possa ser colocada à disposição de professores e alunos no maior número de estabelecimentos possível.

* Décio Adams é escritor e ex-professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UFTPR)